Os números divulgados ao longo de 2026 desenham um cenário de crescimento contido. O setor registrou recuo na comparação trimestral no segundo trimestre, ainda que com alta no acumulado do primeiro semestre frente ao ano anterior, e a CBIC manteve projeção de crescimento modesto para o ano.
O detalhe relevante está na composição desse número. Enquanto reformas e pequenas obras desaceleraram, pressionadas por crédito mais caro e endividamento das famílias, a geração de empregos formais avançou com força em infraestrutura. O emprego no setor seguiu crescendo, superando três milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Para empresas de serviços técnicos, a leitura é direta: o mercado residencial espontâneo está mais lento, mas contratos corporativos de manutenção, adequação e instalação continuam ativos. Concentrar esforço comercial nesse segmento faz mais sentido neste momento do que disputar reforma residencial por preço.